quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tempo incerto.



E esse fim, que faz parte do meio, 
naufraga em terremoto do futuro.
Incerto, decidido e complexo, 
é o inverso do avesso, e simplesmente prematuro.

Teme e treme, passa e repassa pra não pensar.
Indeciso, e afogado no abismo da imensidão do suicídio
que é se perder por deixar amar.

E se ama, tem que optar:
amar a si, ou se entregar ao olhar.
Vagando, busca o caminho
irreversivelmente que não seja o vazio.
Com muito calor, mas com uma pitada de frio.

terça-feira, 9 de outubro de 2012




Vem, vai, vou e volto.
"Vixe", viajou, voou.

Veja, é válido, volte.
vou e volto, valeu.
Valeu.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sonho Otimo, Feliz e Inesquecível Ainda.




Sem nem esperar vem tão logo, arremata.
Sem nem esperar, vem tão rápido, surpreende.
Sem nem esperar, me enlouquece,  e faz rir.
Sem nem esperar me faz triste,  e eu choro.
Sem nem esperar, não há como, não consolo.
Sem nem esperar, eu queria, esperava.
Sem nem esperar, era amor, e era amor.
Sem nem esperar, eu nem vi, foi-se assim...
Sem nem esperar, tudo muda, como muda, muda...
Sem nem esperar... vai, vai bem alto, o mais alto que pode,
E podia mais do que era e era mais do que podia, pra ser.
Foi...  

(Moabi)

domingo, 16 de outubro de 2011

Improviso na tensão


E foi pura adrenalina, ofegante, pulsação....
E foi pura insanidade, com afeto, em seu sabor.
Sentimos-nos tão humanos, incessante desejo de evocar o aconchego.
Ao lado do perigo, ao lado da paixão.

Energia bem maior que induz a erro, e será erro?
Será erro acertar? O meu acerto...
Simples acerto de momento equivocado.
E não foi do passado. É tão presente, é tão agora....

E se seu sorriso me confortar é simples: nada foi em vão.
Vale a pulsação, vale o medo, vale o desejo...
Vale os teus dedos, os meus dedos, os teus lábios, teus olhos.
Teus ensaios, teus ensaios...
É tão sincero, é arte, improviso.
E leva a taquicardia.... Ainda agüento!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quase Agora, Quase a hora.





É assim, sorrindo, ao meu lado,
olhando disfarçado que encontro infinito, tão bonito....
É assim, meio sem jeito, olhando o mal jeito da timidez,
surda mas não muda quando deu espaço ao sentimento.

E quando olho ela me olha,
e ela olha e eu não olho,
eu a vejo e ela não vê, nos vemos...

E quando acredito, acredito mesmo.
Me fez acreditar....
E o perigo, esse  medo que dá,
é excitante, emocionante, é quase grego,
se torna leigo quando nos sentimos bem.

E se eu penso, advinha o que, em quem, porque e para onde....
e se passaram dias, horas, minutos, segundos, foi-se embora, em má hora..... em má hora... e agora?
foi quase agora....
(Moabi)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os dois

Ele para, repara, e sai.
Ela vê, rever, e reprova.
Ele senta e sente.
Ela observa e nega.
Ele...
Ela... 
(Moab iObeid)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bateu


Bateu saudade, bateu vazio.
Caiu a lágrima de sentimento.
Fica apenas os momentos
de lembrança da infância, passado.
Bateu saudade, bateu vazio.
Foi embora, foi pro mar, será que ainda volta?
Bateu saudade, bateu vazio, e o que me conforta?

Foi-se assim como ultima despedida,
Um beijo, um abraço e uma benção.
Bateu saudade, bateu vazio, são meus laços mais sinceros.
É a gota que enche o balde, a mais pura verdade, harmonia,
veracidade de sentimento que eu teimava em insistir que não acreditava.
Bateu saudade, bateu vazio.


São minhas raízes indo embora,
É minha infância, memória que insisto em não apagar.
São os laços mais fraternos, o conforto com mistério
Que sempre veio a confortar.
Bateu saudade, bateu vazio, terá sido a ultima vez?

O peito insiste em apertar, nunca mais me vi assim,
O peito insiste em doer, porque bateu saudade, deu vazio, hoje, em um dia frio, de despedidas e lembrança. Ainda sou aquela criança, no seu colo, como leito... aconchego e esperança, inúmeras são minhas lembranças.
Espero revê-la, espero revê-los
Porque bateu saudade, foi despedida, angústia mal resolvida.
Um dia frio, Adeus, bateu vazio.

quarta-feira, 23 de março de 2011

ELE IA ANALISANDO....

           SOZINHO, SENTADO EM SEU QUARTO, PASSAVA DA HORA ALTA, FUMANDO UM CIGARRO SE PERGUNTAVA SOBRE MAIS UMA POÇÃO DE COISAS QUE SEMPRE SE PERGUNTAVA. NA NOITE, AO SOM DE GEORGE BEANSON, RUÍDOS  E RAIOS DE LUZ SENTIA SAIR DE SEU CORPO, POIS, EM SEU ROSTO, NÍTIDAMENTE VIA-SE TRANSCENDÊNCIA, E AQUELA APARÊNCIA POR OUTRA PESSOA SERIA DIFÍCIL DE COMPREENDER.  ELE SABIA QUE NOVAMENTE ALGO MUDARA, E PERCEBIA COMO O CORPO SE ENCARREGA DE MOSTRAR A EVOLUÇÃO. MAS O CORPO ERA POUCO, SEU CÉREBRO VOAVA A MIL POR HORA, DAVA  CÍRCULOS E ATERRISAVA, E CADA VEZ MAIS SE JOGAVA. ELE DEIXAVA-SE REALMENTE SE LEVAR. ERA A HORA, ERA AGORA, ERA JÁ. O PULSAR JÁ ERA DIFERENTE, AS VEZES TENSO, MAS COMPREENDIA,POIS SE TRATAVA DE UM DIA DE EXTREMA MUDANÇA, SENTIA-SE QUASE UMA CRIANÇA E SE ANALISAVA O TEMPO TODO. E ANALISA O HABITAT, E AS PESSOAS, OS "AMIGOS", OS FINJIDOS, ANALISAVA OS MENDIGOS, OFENDIDOS, OFENDENDO, SOBREVIVENDO E MORRENDO.
ANALISAVA OS BÊBADOS, SEM EQUILIBRIO, IMCOMPREENDIDOS, ESCONDIDOS, ESCONDENDO UMA GARRAFA DE BEBIDA PORQUE ALGUÉM NÃO PODE VER. ANALISAVA AS CRIANÇAS, FUTURA ESPERANÇA DE UMA TERRA QUE INSISTE EM SE ACABAR, DE UMA INOCÊNCIA QUE NÃO HÁ PALAVRAS PARA EXPLICAR, E  UMA MONTANHA QUE NA CABEÇA DAQUELAS CRIANÇAS SE TRANSFORMAVA EM INÚMERAS IDÉIAS DE TUDO QUE ELE NÃO CONSEGUIA ACOMPANHAR E ENTENDER. ANALISAVA AS PORCÁRIAS, BUROCRÁCIAS PARA ORGANIZAR A DESGRAÇA,QUE HÁ TODO TEMPO SE ALASTRAVA E ALGUNS NÃO PODIAM VER, OUTROS COMPREENDER, OU PERCEBER. ANALISAVA A POESIA, QUE SE FORA NA AGONIA DE ALGUMAS DÉCADAS DE PALAVRAS AO VENTO, AQUILO SOAVA TENSO, POIS A ARTE IA EMBORA FICANDO SEMPRE NA MEMÓRIA, MOSTRANDO QUE SOBREVIVE. E DEIXAVA VIR AGORA AQUELAS PORCARIAS QUE SOAVAM SÓ SEGUNDOS, É VERDADE, REPETIAM-SE, MAS ERAM POUCOS OS MINUTOS EM SEU PALCO, AMANHÃ MESMO SE PERDERIAM...  ANALISAVA A COVARDIA, QUE A HUMANIDADE RECEBIA  E MODIFICAVA, CHAMAVAM ISSO DE STATUS, POSIÇÃO SOCIAL, ACHO QUE ERA ASSIM.... MAS ELE SABIA, ERA SO A COVARDIA SE ESCONDENDO MAIS UMA VEZ, TENTANDO "SELECIONAR" O QUE JA VEIO SELECIONADO. AFINAL ERÁMOS TODOS IGUAIS, MAS O TAL STATUS NÃO ACEITAVA. ANALISAVA O OCEANO SILENCIOSO POR ENGANO, POIS SEU SOM O FAZIA RELAXAR E AO MESMO TEMPO TINHA MEDO, ELE LHE IMPUNHA RESPEITO, E ELE APRENDERA A RESPEITAR. ANALISAVA A NATUREZA, E VIAM-SE LÁGRIMAS EM SEU ROSTO, PEDIA PERDÃO E PIEDADE, ERA A MÃE ,QUE POR VAIDADE A HUMANIDADE IA ENVENENANDO... MAS ELE NÃO QUERIA AQUELE PLANO , NÃO FAZIA PARTE DO JOGO.E COM  ASSOMBRO IA PENSANDO :  A HISTÓRIA TODA FOI UM PLANO QUE FOI-SE MODIFICANDO, MAS O OBJETIVO ERA O MESMO, OFUSCAR O BRILHO PROPRIO IMPLANTANDO UM OUTRO BRILHO, ERA O BRILHO DO DESEJO, ERA O BRILHO DO DINHEIRO, ERA A MORTE ANUNCIADA. E MAIS UMA VEZ A COVARDIA IA MOSTRANDO QUE O MEDO JOGA BOSTA NO FUTURO, POIS O PENSAMENTO QUANDO É ABSURDO O INDIVÍDUO NÃO QUER VER O RESULTADO, ELE VAI SE ADIANDO, PORQUE VAI SEGUINDO O PLANO, E VAI SENDO APRIMORADO. MAS O FIM É SÓ O FIM, E NADA PODE HAVER DEPOIS DO FIM, PORQUE O FIM....  É FIM.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cansaço , desgastado.



Pedacinhos de paz me fazem diferença.
Em segundos de aconchego e lembranças tão amenas,
posso ser outro ser, muito distante desse ser
que não sabe o que é ser.. ele é, o  que não era pra ser.
Vislumbrando um exército, uma batalha que foi travada com uma navalha,
se sentindo reprimido, ele é escuro, surdo, mudo, fingindo ser morto, é o desgosto.

A felicidade foi embora, nunca mais voltou em sua porta,
fez-se assim criatura  remota, sem proposta, sem viver..
e logo, ao perceber, quando eu tento entender, modificar, viro exclusão...
simplesmente explosão, simplesmente explosão...
agora não mais, cansado de dedicar ajuda, foi-se o amor , foi-se a luta...
simplesmente escuta.. e nada faz.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Metrópole

É a cinza, a metrópole.
são as palavras, o louco, desconfiança.
São os olhos da senhora, num pedido de desculpa, sem culpa.
fumaça que sai entrando nos pulmões, emoções, ilusões e um acordo...
desgosto, se acostuma.


A demora do sinal, o artista em retirada, sem nada.
a rotina e o cansaço, arrogâcia com tempero, desespero, é o costume.
É o sotaque aqui é arrastado, são sempre" bons" mas a vida tem um tom,
infelizmente desafinados...
É a distância e a demora nas crianças, é um ritmo de maquina industrial ,
é capital... é a capital...




Quase desumano, robôs no tranco e uma porção de transeuntes,
Reis, mendigos, são fedidos , são fedidos...
O desespero de um ladrão, reação,locomoção, prisão.
Falta aconchego, não há mais história, foi-se a memória,
sinceramente pouco importa. o que vai ganhar?
Deverá ganhar.... no fim perder... mas perder o que?
não tem, não teve, não se perde...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ascendente em 2° grau

Hoje a nostalgia bateu em minha porta ,
me disse que o tempo a sua taxa cobra  
e que as vezes dela podemos desfrutar .
uma dor  , uma beleza , me lembro da minha maneira
a espera do meu caminhar....

E quando eu chorava , você me consolava
e eu sempre adorava no seu colo me deitar...
quando olho para trás , o passado me satisfaz
posto o instante em que te encontras ,
você era assim , algo como anjo ,
que guardava o que escondo ,
para o mundo revelar...

teus cabelos brancos , hoje os teus sonhos
é de nos ver no topo chegar.
mas não me conformo , como a vida foi injusta ,
levando de ti tua maneira de o mundo confortar....
pensou que eras vencida ,
mas tua dor foi despedida , e a tua historia veio martirizar....
Quando choro é por ti querida , quando olho tua imagem ,
cansada , pelo tempo desgastada , mas teu sorriso não vai embora ....
teu sorriso é primavera , mesmo triste me confortas , ao seu lado
eu sinto Deus , eu posso ser Deus ,
pois ajuda é necessária....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eternidade de distância.



Não adianta! Pobre Lembrança!
Amarga como o gosto da eternidade ,
por vaidade , desequilibrio.
Um sorriso , mero e falso. Quase que sem riso.
Não adianta , é o que te acompanha , é simples sina.
Covardia , não rebeldia , desilusão e discrepância.
O fim , para um começo de que não deveria nunca ter começado.
Faltou a força , chegou o medo.
Faltou malícia  porque sobra ingenuidade.

O Bem , carrego comigo , eu sou o bem.
Talvez um ritmo , sem a ginga , o swing .
Não adianta!
Quando busco a alegria é quando vem a saudade.

Um dia espero entender , porque , logo você.
Um dia eu quero saber , porque , você não consegue entender.
Não adianta  , é simples , é simples....
Agora apenas lembrança.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VIVER OU DESISTIR


          

Ta esquecido, inevitavelmente se esqueceu. É , naquelas horas em que esquecemos que temos vida, e nessas horas vai embora o pensamento de como se deve viver. É quando esquece que a felicidade ta no sorriso das crianças, na nostalgia das lembranças , no âmago da questão , ter coragem de continuar a viver. Quem falou que era fácil viver?
Definitivamente , deve haver uma escolha , e a cada escolha uma direção , na vida , o que faz a diferença são as escolhas. Normalmente é necessário criar forças , já que normalmente, nós seres humanos , nos encontramos entristecidos com coisas que fojem ao que busca o nosso ego, ou coisas que atrapalham no que queremos. Como buscar forças , se nos encontramos contrariados? Pois é, se estamos contrairados , isso impulsiona a força , é buscar na sentimento que impulsiona em contrário o motivo de seguir. São coisas que começam numha manhã , duram o resto do dia ,talvez semanas , talvez meses , talvez anos , e daí , talvez não dure mais...
         O fato é : antes de desistir , devemos tentar , porque as vezes , quando estamos chegando , e não sabemos disso , simplesmente desistimos. Desistir , é fácil demais , conseguir , é difícil . mas se consegue alimenta o ego ,alimenta a vida , alimenta o sorriso , alimenta a vaidade , alimenta outras conquista , alimenta a esperança.... Normalmente , se você se sente esquecido , é porque você ja se esqueceu de você mesmo , você anda desistindo de você , cabe você analisar se de fato vale a pena desisitir , porque viver é conhecer o presente , desistir , é arriscar no ausente.

domingo, 13 de junho de 2010

AUTÊNTICO


Desespero que me toma em anseio,
muito longe vejo o norte, me perco.
mudar o hábito, o programado, o implantado.
Nada seria, queria, mas nada seria, sou!

Rustico, incerto e carrancudo, autêntico.
Nada vale as maneiras que ditam, não deve ser,
pois é... pois simplesmente é...

Cria-se programado, instalado e rubricado,
cria-se incerto, metódicamente incerto,
em prantos, em sorrisos, em conflitos....


Rustico, incerto e carrancudo, autêntico.
Nada vale as maneiras que ditam, não deve ser,
pois é... pois simplesmente é...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Se desfigura


A dor, da dor que doi em seu peito,
não é mais seu único receio,
seu pensar torna-se mero pensar
tamanho ao seu desejo.
Sua cor que foje o sangue,
num suspiro quase infame,
faz lembrar-se :
Nada foi em vão, não fosse a tamanha ilusão
de que nada foi em vão.

Seu sorriso, cansado, sem riso,
sem som dança, em seu ritmo.
Pensa, pensa, pensa...
tudo parte do pensar.

É por ela a nostalgia, e dele o compasso,
é por ele a inércia, e por ela o caminho da idéia
que faz tudo ser o oposto.
Seu rosto, aquele rosto, é só rotina.
E rotina não tem rosto, porque é quando se desfigura.
E se desfigura,
Seu sorriso, cansado, sem riso,
sem som dança, em seu ritmo.
Pensa, pensa, pensa...
tudo parte do pensar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O amor


O amor é assim,
dessas dores que batem e não sabemos porque.
Dessa dor que é tão boa de sentir, mesmo doento tanto.
O amor é assim, sonho que sonhamos sempre juntos,
e que nunca pensamos um dia tornar-se pesadelo.
O amor come meu controle, come o meu eu,
o amor é o eu vestido de você em mim mesmo.

Como é triste e bom amar,
como é tão doloroso sentir que sem o outro
você se resume a nada, mesmo sabendo que é o único,
que você é o tudo de si mesmo.

O amor é lembrança,
e sendo lembrança é saudade,
e sendo saudade é dor,
e sendo dor,
é amor...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O dia em que meu pai morreu...


De repente, numa casa escura, fechada, em um tempo frio, no alto de um bairro da cidade de garanhuns, recebendo um telefonema que trazia amargamente notícia que acabava com sentimentos de alegria. Me vi ali, inerte, com lágrimas que doiam todo o peso do remorso, do tempo que passou e não pude rever o motivo de tamanha tristeza que agora sentia. Era minha tia que ligara, dando-me notícia que nenhum filho gostaria de escutar:
-TEU PAI INFARTOU, NÃO RESISTIU E MORREU.
Em meio a tamanha proporção que a má notícia me despertou, só restaram lágrimas, só restou a lembrança da ultima vez que havia avistado meu pai. A dor estava explícita em meu rosto, e pela primeira vez senti o que é perder um pai, pela primeira vez, vi como as palavras que os visitantes de velório acham que servem para confortar, não servem de nada. Graças a Deus, era só sonho, aliás, sonho não, pesadelo, e dos grandes, o alívio de saber que foi tudo fantasia da mente, foi maior que a dor que no pesadelo tinha afetado todo meu cérebro. Ainda bem pai, que você ainda continua entre nós, e desculpa por te acordar as 5 horas da manhã, foi só um susto.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A musa de minutos


Os seus olhos claros me condicionam ao desejo, e a sua boca, tão meiga boca, me expressa a fragilidade de uma peça rara. Que lindo seria se além de dois não houvessem mais, aliás, não houvesse eu. Mas tuas expressões me fazem desrespeitar alguns conceitos, e bobo me vejo conformando-me so com o olhar. Mesmo sabendo que deveria, que na pessoa que do teu lado finjia, me mostrava que eu era o melhor, se sincero eu seria só tempo saberia, estava disposto a descobrir. Mas foi momento rápido, me vi por minutos ao teu lado, e inerte fiquei. Como criança, me perdia na tua dança, a dança dos olhos, das expressões, a dança que me fez parar, e nessa pausa enxergar como bela era tua imagem, no interior e exterior mais uma vez me vi onde queria, era musa dos flashs da minha propria mente, era musa que me fazia minutos contente, e o sorriso era paraíso, paraíso apenas em um sorriso.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A lembrança é o castigo


Ainda na lembrança do sorriso,
a liberdade era plena,
as vezes era pequena,
as vezes nem era.

O que me impressiona,
a nostalgial do ultimo olhar.
As palavras que poderiam ser ditas,
as frases que me engasgando engolia,
e a tristeza de não conseguir.

Hoje não posso olhar,
nem posso ver,
não posso saber,
muito menos querer,
quem dera abraçar.

Hoje o caminho é nenhum,
o não é castigo,
o castigo ainda é nada.
e nada sou eu.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Só refletia.....o tempo passou.


Projetando-se no infinito, no caminho que não imaginava ser tão diferente, embora as palavras fossem frequentes, preferia não acreditar. O que havia acontecido naquele recinto, senão mais uma reflexão. refletiu como costumava fazer, sempre fazia isso, nada mudava, porque nada mudava se ele refletia, ele só refletia, ele só, refletia.
mesma coisa. era o soldado, era o só, dado. não fazia nada, seu mundo parou, parou porque ele só refletia. Lapso temporal, mental, era pausa do seu compromisso, pois ele só refletia, refletia e não conseguia, não conseguia por que so refletia! nunca agiu, ele só refletia!