quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Macetone.



Com sorriso e música, começava o bom dia.
E tão boa era a manhã, em meio o barulho desenfreado de suas máquinas.
Com a eterna boêmia de suas palavras eu me deleitava e sorria.
A madeira em suas mãos virava barro, esculpia quase a semelhança.
E eu ali, aproveitando cada minuto das setecentas e vinte horas que tinha por ano.

A memória não apaga as melhores lembranças da infância.
Não, eu nunca vi tristeza em seu olhar, exceto pela partida.
E foi assim, partindo, partindo,  que partiu...

Sua presença é latente, presente eternamente.
A verdadeira matemática da vida partiu de suas palavras.
Quanto orgulho que sentia em te ver se orgulhar.
E acredite: Esse sentimento jamais vai se apagar.


Saudades...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Bom dia.


Seria o que você quisesse, desde que me deixasse ser eu.
Seria a melodia dessa noite fria, esperando o aquecer.
Seria o calor do corpo em meio a vontade incessante de prazer.
Seria sua satisfação, caso deixasse acontecer.

Um dia iria... Iria enlouquecer seus pensamentos.
Causaria a rebeldia que teu padre proibiu.
E chamariam de diabo, capiroto, de mentira...
A verdade somente você saberia, inclusive repetiria.
Ah, se eu fosse eu...

Eu daria um jeito de trazer até o espaço, não aquele estrelado,
mas o que tanto necessito.
Toda manhã encontraria os teus lábios, e um gesto lindo, claro,
Me faria te dizer: Te amo, e bom dia!

Demônio



Tolo, sim, foi...
Uma tarde vazia, um sorriso falso, e lá entrou ridicularizado.
Gostou sim, um dia. 
Achou que era o que deveria ser achado naquele momento, era...
Não foi, está sendo.
Uma triste lembrança, arrependimento, amargo que foi doce um dia.
E se entregou ao que acreditou erroneamente.
A difícil realidade de ver que a intuição sempre foi o maior coração do homem...
O homem, aquele imbatível físico que se demonstra sociologicamente...
Só ... logicamente.... mente...
O homem!
Foi simplesmente, foi...
O demônio da mentira, da ilusão, da destruição...
Mulher! Mulher não... Não foi!
É Aquele demônio!
Mentira... Me tira... Medo... Lhe dói.
Dane-se! 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Retrocede


Não adianta tentar, é um atentado. 
Não adianta querer, é proibido.
Não adianta lembrar, é pra ser esquecido.
Não adianta pensar, não é pra ser tocado.
Não adianta sonhar, tornou-se utopia.
Não adianta falar, se quer aquele beijo.
Não adianta a presença, testa a paciência.
Não adianta...Não adianta...Retrocede somente.
Retrocede... mas não cede!
Apenas se inverte!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Idas e vindas

E foi partindo, igualmente ao inverno. 
E foi desistindo de ser o que nunca foi.
Ele lá, parado, parado demais...
Ela ali, esperando, sem acreditar...
Ele lá, acreditando e temendo machucar.
Ela lá, com a mágoa e machucando.

E deixar a corda apertar e apertar o nó. 
E deixar dar nó em carretel.
Some, some, some e aparece pra dizer que pensou certo.
Se apresenta, aparenta, não aguenta e vai...
Vai... Vai... Mas volta, o mundo dá voltas. 
Assim espera.

Coisas

Olhe a estrada que tu caminha.
Nenhum caminho é vazio.
E caminhava ao horizonte porque la no monte estava a fonte.
Mantinha o seu desejo, mesmo praticando o desapego.
Desapegava de si mesmo como a alma que sai do corpo.

E sai pelas frechas o que não conseguia segurar.
Era seco, ríspido, amargo e engasgava.
Inimaginável indivíduo que "tinha que se cuidar".
E cuidava... cuidava... Descuidou
Se esqueceu...

Mais ainda há ritmo três por quatro.
Embalado, embalando e asfixiado.
Mas ainda há frases de efeito, feito o pensamento...
Agora em passos lentos, tá enfermo.

Sorri, sorri bem alto, ele quer lhe escutar...
Aplaude e pula, lhe fará relembrar.
E quando lembra é a mesca coisa, coisas...

Acordará e a realidade se apresentará como se sonho não fosse.
sonhou, sonhou, sonhou...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abril do dia...



Manhã, tarde, noite...
A sutileza e beleza do clima ameno.
Em sorriso, sinceridade inimaginável outrora.
Caem pingos e são pétalas do início de inverno, gestos.
O frio e aquele calor, a simples presença, sim.
O olhar será perfeito se olhado em si mesmo.
Olhando e se revelando, perfeito...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

AMPLA DEFESA E INQUÉRITO POLICIAL




Inicialmente, cumpre ressaltar ao caro leitor, que a ampla defesa está prevista no artigo 5º inciso LV da Nossa Constituição da República, onde estampa que “ Aos litigantes em Processo Judicial ou administrativo e aos acusados em geral são assegurados os princípios da ampla defesa e do contraditório com os meios e recurso a ela inerentes”.  
Nesse sentido, basta uma interpretação da norma para perceber que a ampla defesa e contraditório só é possível em um Processo Judicial ou Administrativo, fato que não é característico do inquérito policial.  O contraditório, que é um meio de ampla defesa, também conhecido pela expressão “ Par Conditio”, significa contradizer, refutar as alegações que estão sendo feitas no processo, o que traz ao plano concreto a dialética processual ou bilateralidade da audiência.  Por ampla defesa compreende-se autodefesa, que exercida pelo próprio acusado, como exemplo o seu interrogatório; defesa técnica a que é feita pelo defensor do acusado e contraditório que é a dialética, que pode ser exercida por ambos.
Assim sendo, Nenhum tipo de ampla defesa é feito na fase de inquérito policial, pois este, o inquérito, é um conjunto de diligências administrativas que buscam a apuração e autoria de fato criminoso, é pré-processual e meramente informativo, ou seja, busca tão somente informar ao legitimado da propositura da ação penal  os indícios de autoria, para dali, se houverem esses indícios, o Ministério Público abrir uma denúncia contra o até então indiciado.  Diante disso, percebe-se que não há um processo judicial ou administrativo propriamente dito, pois, como já explicitado, o inquérito é um conjunto de atos administrativos, que é presidido pelo Delegado de Polícia que é autoridade administrativa também.

Como características do inquérito Existem:

·         Instrumentalidade:  Pois serve de base para uma futura ação penal, desde que hajam os indícios suficientes de autoria.
·         Obrigatoriedade:  Essa obrigatoriedade existe quando a autoridade policial toma conhecimento do fato criminoso. Pode se dar através de terceiros, da vítima, pela própria autoridade ou a requerimento do ministério Público ou do Juiz.
·         Meramente informativo: Pois serve apenas para informar ao legitimado da ação penal sobre as provas e indícios, não podendo o Delegado emitir juízo de valor sobre o caso, mas, pode se manifestar sobre a tipificação penal, ou seja, o artigo que está enquadrando o indiciado.
·         Discricionariedade: O Delegado tem liberdade na forma de apuração de determinados fatos, acontece que isso é relativo, pois, se requerido pelo juiz ou Ministério Público alguma diligência pra apurar melhor os fatos, ele estará vinculado, devendo exercê-la como requerido. Se o requerimento de diligencia for pedido pelo ofendido, indiciado, acusado, ou representante legal, o Delegado tem discricionariedade, ou seja, poderá fazer ou não, como melhor convier à suas investigações, desde que não cometa ilegalidade.
·         Forma escrita: Deverá o inquérito policial ser escrito, inclusive como segurança e garantias ao indiciado, contra possíveis abusos da autoridade.
·         Sigilo: Será sigiloso todo ato que não houver sido juntado ao inquérito, como por exemplo as interceptações telefônicas em curso.
·         Inquisitivo: É presidido pelo Delegado de polícia e por ser pré – processual, não dá garantia de ampla defesa nem contraditório, por isso é inquisitivo, inclusive para ser válido o inquérito policial deverá ser revalidade em juízo.

A natureza jurídica do inquérito é administrativa e tem finalidade informativa, por isso,  deve ser confirmada em audiência, ou seja, na frente do juiz, para que tenha valor de prova. Mesmo que um indiciado confesse na fase de inquérito, ele terá que confirmar em juízo para sua confissão ter validade. O juiz não pode basear sua sentença única e exclusivamente no inquérito policial, sob pena de nulidade, pois o inquérito é meramente informativo, serve apenas como base para propositura da ação penal.  
Para a instauração de um inquérito, deve-se existir a “justa causa” que seria  o Fato típico, indício de autoria e Punibilidade, do contrário não há motivo de abertura de um inquérito policial. O inquérito policial não poderá ser arquivado pelo Delegado de polícia, ele deverá encaminhar o pedido de arquivamento ao Ministério Público que emitirá parecer e encaminhará ao Juiz para decidir.
Uma questão polêmica é a seguinte: Já que não há garantia de ampla defesa e contraditório no inquérito policial, para o indiciado há alguma possibilidade de defesa ainda nessa fase, antes de existir ação penal? A resposta é afirmativa. Antes de ser indiciado, o indivíduo  tem direitos e garantias individuais, assim sendo, se alguém está preso por uma prisão preventiva, causando-lhe um constrangimento ilegal, a Constituição Federal garante o remédio constitucional que é o “habeas corpus”,  se está sendo negada alguma informação necessária a sua defesa, cabe o “habeas data” e contra direito líquido e certo o Mandado de Segurança. Portanto, esses remédios garantem uma defesa mesmo não havendo ação penal através da denúncia.
Espero ter explicado de forma objetiva um pouco sobre o inquérito policial, e os princípios da ampla defesa e do contraditório.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tempo incerto.



E esse fim, que faz parte do meio, 
naufraga em terremoto do futuro.
Incerto, decidido e complexo, 
é o inverso do avesso, e simplesmente prematuro.

Teme e treme, passa e repassa pra não pensar.
Indeciso, e afogado no abismo da imensidão do suicídio
que é se perder por deixar amar.

E se ama, tem que optar:
amar a si, ou se entregar ao olhar.
Vagando, busca o caminho
irreversivelmente que não seja o vazio.
Com muito calor, mas com uma pitada de frio.

terça-feira, 9 de outubro de 2012




Vem, vai, vou e volto.
"Vixe", viajou, voou.

Veja, é válido, volte.
vou e volto, valeu.
Valeu.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sonho Otimo, Feliz e Inesquecível Ainda.




Sem nem esperar vem tão logo, arremata.
Sem nem esperar, vem tão rápido, surpreende.
Sem nem esperar, me enlouquece,  e faz rir.
Sem nem esperar me faz triste,  e eu choro.
Sem nem esperar, não há como, não consolo.
Sem nem esperar, eu queria, esperava.
Sem nem esperar, era amor, e era amor.
Sem nem esperar, eu nem vi, foi-se assim...
Sem nem esperar, tudo muda, como muda, muda...
Sem nem esperar... vai, vai bem alto, o mais alto que pode,
E podia mais do que era e era mais do que podia, pra ser.
Foi...  

(Moabi)

domingo, 16 de outubro de 2011

Improviso na tensão


E foi pura adrenalina, ofegante, pulsação....
E foi pura insanidade, com afeto, em seu sabor.
Sentimos-nos tão humanos, incessante desejo de evocar o aconchego.
Ao lado do perigo, ao lado da paixão.

Energia bem maior que induz a erro, e será erro?
Será erro acertar? O meu acerto...
Simples acerto de momento equivocado.
E não foi do passado. É tão presente, é tão agora....

E se seu sorriso me confortar é simples: nada foi em vão.
Vale a pulsação, vale o medo, vale o desejo...
Vale os teus dedos, os meus dedos, os teus lábios, teus olhos.
Teus ensaios, teus ensaios...
É tão sincero, é arte, improviso.
E leva a taquicardia.... Ainda agüento!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quase Agora, Quase a hora.





É assim, sorrindo, ao meu lado,
olhando disfarçado que encontro infinito, tão bonito....
É assim, meio sem jeito, olhando o mal jeito da timidez,
surda mas não muda quando deu espaço ao sentimento.

E quando olho ela me olha,
e ela olha e eu não olho,
eu a vejo e ela não vê, nos vemos...

E quando acredito, acredito mesmo.
Me fez acreditar....
E o perigo, esse  medo que dá,
é excitante, emocionante, é quase grego,
se torna leigo quando nos sentimos bem.

E se eu penso, advinha o que, em quem, porque e para onde....
e se passaram dias, horas, minutos, segundos, foi-se embora, em má hora..... em má hora... e agora?
foi quase agora....
(Moabi)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os dois

Ele para, repara, e sai.
Ela vê, rever, e reprova.
Ele senta e sente.
Ela observa e nega.
Ele...
Ela... 
(Moab iObeid)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bateu


Bateu saudade, bateu vazio.
Caiu a lágrima de sentimento.
Fica apenas os momentos
de lembrança da infância, passado.
Bateu saudade, bateu vazio.
Foi embora, foi pro mar, será que ainda volta?
Bateu saudade, bateu vazio, e o que me conforta?

Foi-se assim como ultima despedida,
Um beijo, um abraço e uma benção.
Bateu saudade, bateu vazio, são meus laços mais sinceros.
É a gota que enche o balde, a mais pura verdade, harmonia,
veracidade de sentimento que eu teimava em insistir que não acreditava.
Bateu saudade, bateu vazio.


São minhas raízes indo embora,
É minha infância, memória que insisto em não apagar.
São os laços mais fraternos, o conforto com mistério
Que sempre veio a confortar.
Bateu saudade, bateu vazio, terá sido a ultima vez?

O peito insiste em apertar, nunca mais me vi assim,
O peito insiste em doer, porque bateu saudade, deu vazio, hoje, em um dia frio, de despedidas e lembrança. Ainda sou aquela criança, no seu colo, como leito... aconchego e esperança, inúmeras são minhas lembranças.
Espero revê-la, espero revê-los
Porque bateu saudade, foi despedida, angústia mal resolvida.
Um dia frio, Adeus, bateu vazio.

quarta-feira, 23 de março de 2011

ELE IA ANALISANDO....

           SOZINHO, SENTADO EM SEU QUARTO, PASSAVA DA HORA ALTA, FUMANDO UM CIGARRO SE PERGUNTAVA SOBRE MAIS UMA POÇÃO DE COISAS QUE SEMPRE SE PERGUNTAVA. NA NOITE, AO SOM DE GEORGE BEANSON, RUÍDOS  E RAIOS DE LUZ SENTIA SAIR DE SEU CORPO, POIS, EM SEU ROSTO, NÍTIDAMENTE VIA-SE TRANSCENDÊNCIA, E AQUELA APARÊNCIA POR OUTRA PESSOA SERIA DIFÍCIL DE COMPREENDER.  ELE SABIA QUE NOVAMENTE ALGO MUDARA, E PERCEBIA COMO O CORPO SE ENCARREGA DE MOSTRAR A EVOLUÇÃO. MAS O CORPO ERA POUCO, SEU CÉREBRO VOAVA A MIL POR HORA, DAVA  CÍRCULOS E ATERRISAVA, E CADA VEZ MAIS SE JOGAVA. ELE DEIXAVA-SE REALMENTE SE LEVAR. ERA A HORA, ERA AGORA, ERA JÁ. O PULSAR JÁ ERA DIFERENTE, AS VEZES TENSO, MAS COMPREENDIA,POIS SE TRATAVA DE UM DIA DE EXTREMA MUDANÇA, SENTIA-SE QUASE UMA CRIANÇA E SE ANALISAVA O TEMPO TODO. E ANALISA O HABITAT, E AS PESSOAS, OS "AMIGOS", OS FINJIDOS, ANALISAVA OS MENDIGOS, OFENDIDOS, OFENDENDO, SOBREVIVENDO E MORRENDO.
ANALISAVA OS BÊBADOS, SEM EQUILIBRIO, IMCOMPREENDIDOS, ESCONDIDOS, ESCONDENDO UMA GARRAFA DE BEBIDA PORQUE ALGUÉM NÃO PODE VER. ANALISAVA AS CRIANÇAS, FUTURA ESPERANÇA DE UMA TERRA QUE INSISTE EM SE ACABAR, DE UMA INOCÊNCIA QUE NÃO HÁ PALAVRAS PARA EXPLICAR, E  UMA MONTANHA QUE NA CABEÇA DAQUELAS CRIANÇAS SE TRANSFORMAVA EM INÚMERAS IDÉIAS DE TUDO QUE ELE NÃO CONSEGUIA ACOMPANHAR E ENTENDER. ANALISAVA AS PORCÁRIAS, BUROCRÁCIAS PARA ORGANIZAR A DESGRAÇA,QUE HÁ TODO TEMPO SE ALASTRAVA E ALGUNS NÃO PODIAM VER, OUTROS COMPREENDER, OU PERCEBER. ANALISAVA A POESIA, QUE SE FORA NA AGONIA DE ALGUMAS DÉCADAS DE PALAVRAS AO VENTO, AQUILO SOAVA TENSO, POIS A ARTE IA EMBORA FICANDO SEMPRE NA MEMÓRIA, MOSTRANDO QUE SOBREVIVE. E DEIXAVA VIR AGORA AQUELAS PORCARIAS QUE SOAVAM SÓ SEGUNDOS, É VERDADE, REPETIAM-SE, MAS ERAM POUCOS OS MINUTOS EM SEU PALCO, AMANHÃ MESMO SE PERDERIAM...  ANALISAVA A COVARDIA, QUE A HUMANIDADE RECEBIA  E MODIFICAVA, CHAMAVAM ISSO DE STATUS, POSIÇÃO SOCIAL, ACHO QUE ERA ASSIM.... MAS ELE SABIA, ERA SO A COVARDIA SE ESCONDENDO MAIS UMA VEZ, TENTANDO "SELECIONAR" O QUE JA VEIO SELECIONADO. AFINAL ERÁMOS TODOS IGUAIS, MAS O TAL STATUS NÃO ACEITAVA. ANALISAVA O OCEANO SILENCIOSO POR ENGANO, POIS SEU SOM O FAZIA RELAXAR E AO MESMO TEMPO TINHA MEDO, ELE LHE IMPUNHA RESPEITO, E ELE APRENDERA A RESPEITAR. ANALISAVA A NATUREZA, E VIAM-SE LÁGRIMAS EM SEU ROSTO, PEDIA PERDÃO E PIEDADE, ERA A MÃE ,QUE POR VAIDADE A HUMANIDADE IA ENVENENANDO... MAS ELE NÃO QUERIA AQUELE PLANO , NÃO FAZIA PARTE DO JOGO.E COM  ASSOMBRO IA PENSANDO :  A HISTÓRIA TODA FOI UM PLANO QUE FOI-SE MODIFICANDO, MAS O OBJETIVO ERA O MESMO, OFUSCAR O BRILHO PROPRIO IMPLANTANDO UM OUTRO BRILHO, ERA O BRILHO DO DESEJO, ERA O BRILHO DO DINHEIRO, ERA A MORTE ANUNCIADA. E MAIS UMA VEZ A COVARDIA IA MOSTRANDO QUE O MEDO JOGA BOSTA NO FUTURO, POIS O PENSAMENTO QUANDO É ABSURDO O INDIVÍDUO NÃO QUER VER O RESULTADO, ELE VAI SE ADIANDO, PORQUE VAI SEGUINDO O PLANO, E VAI SENDO APRIMORADO. MAS O FIM É SÓ O FIM, E NADA PODE HAVER DEPOIS DO FIM, PORQUE O FIM....  É FIM.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cansaço , desgastado.



Pedacinhos de paz me fazem diferença.
Em segundos de aconchego e lembranças tão amenas,
posso ser outro ser, muito distante desse ser
que não sabe o que é ser.. ele é, o  que não era pra ser.
Vislumbrando um exército, uma batalha que foi travada com uma navalha,
se sentindo reprimido, ele é escuro, surdo, mudo, fingindo ser morto, é o desgosto.

A felicidade foi embora, nunca mais voltou em sua porta,
fez-se assim criatura  remota, sem proposta, sem viver..
e logo, ao perceber, quando eu tento entender, modificar, viro exclusão...
simplesmente explosão, simplesmente explosão...
agora não mais, cansado de dedicar ajuda, foi-se o amor , foi-se a luta...
simplesmente escuta.. e nada faz.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Metrópole

É a cinza, a metrópole.
são as palavras, o louco, desconfiança.
São os olhos da senhora, num pedido de desculpa, sem culpa.
fumaça que sai entrando nos pulmões, emoções, ilusões e um acordo...
desgosto, se acostuma.


A demora do sinal, o artista em retirada, sem nada.
a rotina e o cansaço, arrogâcia com tempero, desespero, é o costume.
É o sotaque aqui é arrastado, são sempre" bons" mas a vida tem um tom,
infelizmente desafinados...
É a distância e a demora nas crianças, é um ritmo de maquina industrial ,
é capital... é a capital...




Quase desumano, robôs no tranco e uma porção de transeuntes,
Reis, mendigos, são fedidos , são fedidos...
O desespero de um ladrão, reação,locomoção, prisão.
Falta aconchego, não há mais história, foi-se a memória,
sinceramente pouco importa. o que vai ganhar?
Deverá ganhar.... no fim perder... mas perder o que?
não tem, não teve, não se perde...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ascendente em 2° grau

Hoje a nostalgia bateu em minha porta ,
me disse que o tempo a sua taxa cobra  
e que as vezes dela podemos desfrutar .
uma dor  , uma beleza , me lembro da minha maneira
a espera do meu caminhar....

E quando eu chorava , você me consolava
e eu sempre adorava no seu colo me deitar...
quando olho para trás , o passado me satisfaz
posto o instante em que te encontras ,
você era assim , algo como anjo ,
que guardava o que escondo ,
para o mundo revelar...

teus cabelos brancos , hoje os teus sonhos
é de nos ver no topo chegar.
mas não me conformo , como a vida foi injusta ,
levando de ti tua maneira de o mundo confortar....
pensou que eras vencida ,
mas tua dor foi despedida , e a tua historia veio martirizar....
Quando choro é por ti querida , quando olho tua imagem ,
cansada , pelo tempo desgastada , mas teu sorriso não vai embora ....
teu sorriso é primavera , mesmo triste me confortas , ao seu lado
eu sinto Deus , eu posso ser Deus ,
pois ajuda é necessária....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eternidade de distância.



Não adianta! Pobre Lembrança!
Amarga como o gosto da eternidade ,
por vaidade , desequilibrio.
Um sorriso , mero e falso. Quase que sem riso.
Não adianta , é o que te acompanha , é simples sina.
Covardia , não rebeldia , desilusão e discrepância.
O fim , para um começo de que não deveria nunca ter começado.
Faltou a força , chegou o medo.
Faltou malícia  porque sobra ingenuidade.

O Bem , carrego comigo , eu sou o bem.
Talvez um ritmo , sem a ginga , o swing .
Não adianta!
Quando busco a alegria é quando vem a saudade.

Um dia espero entender , porque , logo você.
Um dia eu quero saber , porque , você não consegue entender.
Não adianta  , é simples , é simples....
Agora apenas lembrança.